Uma palavra,
um gesto,
um sorriso,
um olhar...

E, de novo, está o coração apaixonado.
A razão se desfaz, a insensatez toma conta
Porque a paixão à inconsequente, avassaladora.
E domina por completo todo o nosso ser.

O desejo,
o estar-junto,
a entrega,
o aconchego,

À o desejo de possuir e de ser possuído,
De sempre ter o objeto do desejo: o outro ser.
De poder estar sempre junto, de encantar-se...
Mas paixão não é amor, ainda não sublimou...

A ausência,
a renúncia,
a submissão
a serviência...

Paixão só se torna em amor quando a felicidade
Do ser amado é mais importante que a nossa própria,
Quando abrimos mão de nossa individualidade por ele...
Só então a paixão se transmuta em amor puro, eterno.

Rodolfo Lopes

Escrito em 12 de junho de 2007 e publicado aqui no mesmo dia por ocasião do “Dia dos Namorados”

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