E

aqui

sempre…

uma nova vida,

um ser que se impõe,

que clama atenção, surge!

A mulher então torna-se deusa

da criação, o sustentáculo da vida,

de nossa permanência aqui na terra.

O novo ser leva, em si, nossa marca,

o DNA do pai, da mãe que nos faz 

 permanecer, aqui, para sempre

mesmo quando o momento,

da partida, o ocaso, vem

para nos levar…

ao infinito,

ao fim.

…

É

um ser

que nasceu.

A filha tornou-se

em MULHER e em mãe.

Quem era mãe… virou avó.

Milagre da vida: três gerações

presentes aqui: Filha, mãe e avó.

É o tempo seguindo seu rumo,

a vida seguindo em frente,

o caminhar avançando,

evoluindo sempre

para chegar

um dia

lá.

Minha homenagem 

à mulher que é avó,

que já foi mãe e agora o é pela segunda vez,

depois de ter sido apenas filha.

Minha homenagem especial 

à mãe do momento, de todos os momentos,

que um dia também já foi filha,

e que agora conheceu a grandeza de ser mãe,

que teve o privilégio de gestar um novo ser,

de ser, portanto, deusa da criação.

Minha homenagem também à filha.

Recém nascida, criança, jovem, adolescente, adulta

que ainda não foi mãe

mas que poderá vir a sê-la

porque essa é uma prerrogativa só delas, das mulheres.

Rodolfo Lopes

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