Duas pessoas estavam andando por aí, soltas,
Sem destino, sem motivo, sozinhas, absortas,
Quando aconteceu de, sem nenhum aviso prévio,
Ao passarem em frente á entrada de um prédio,
O olhar de uma delas cruzar com o outro olhar.
Seus olhos param para se falarem num longo olhar.
Dizem-se o que diriam mil palavras sem nada falar.
Fazem juras, fazem mil planos, fazem confidências,
Trocam as vivências havidas em suas existências.
Apesar de nunca terem se encontrado antes
Desde a eternidade, eles se sabem amantes,
A alma metade que reencontrou seu complemento.
Fazem, no silêncio de um simples olhar, um juramento
De seu eterno bem querer, de seu amor eterno.
Rodolfo Lopes
05 nov. 2002
