Há que ser como as borboletas,
leves, soltas, mas sempre lindas,
apenas seguindo o caminho do vento,
alheias a de onde ele veio, para onde ele vai.

Há que ser como o vento, invisível,
que sempre sinto, seja ele sutil, inconseqüente,
ou então determinado; o que chega sem aviso,
quase imperceptível, ou então fazendo muito barulho.

Há que ser como os raios de sol, dourados,
os que surgem depois de uma tempestade
que acabou de lavar o mundo, lavar a alma,
para lembrar que a beleza está acima de tudo.

Há que ser como aquela flor, a mais singela,
imperceptível para muitos, mas tudo para alguém.
Uma simples troca de olhares, e o amor aflora.
Ele não mais saberá viver sem seu perfume.

Há que ser sempre este ser ímpar, desejado,
que torna este mundo mais agradável,
com sua dedicação, sua abnegação, seu carinho…
Há que sempre ser AMOR! Há que ser MULHER!

Rodolfo Lopes

Escrito em 08 de março de 2007 e publicado aqui no mesmo dia por ocasião do
“Dia Internacional da Mulher”

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