Saberás o que é amar

Pedras preciosas, como o diamante,
São difíceis de se encontrar.
Se tivermos a sorte de ver uma diante,
Temos que apanhá-la, e… a admirar!

Pessoas especiais são como o diamante, São difíceis de se encontra. Se tivermos a aventura de ter uma diante, Temos que nos aproximar, e … cativar.

Pessoas únicas aparecem e é inebriante,
Sentir sua presença. Deixamos até de sonhar.
Se te for dado o prêmio de ter uma diante,
Agradeça ao céus, pois… saberás o que é amar.

Rodolfo Lopes

Escrito em 2002 e colocado aqui em 09/fev/2005.

Obra selecionada na II Seletiva de Poesias, Contos e Crônicas de Barra Bonita- Brasil e Portugal
Categoria “Consagrados”, Destaque Especial par “Versatilidade”
Publicado em “Mosaico”, Clube Amigos das Letras, 2003

Nunca mais

Nunca mais vou poder de novo ser criança,
Nunca mais vou poder aquela aula assistir…
Nunca mais vou poder ir àquele circo da infância,
Nunca mais vou poder aquela turma reunir…
Nunca mais…

Nunca mais este mesmo dia eu vou repetir,
Nunca mais este mesmo aniversário eu vou festejar…
Nunca mais este mesmo Natal eu vou celebrar,
Nunca mais esta mesma emoção eu vou sentir…
Nunca mais…

Nunca mais vou ver a água do rio voltar à fonte,
Nunca mais ela voltará a passar sob esta ponte…
Nunca mais a oportunidade perdida irá voltar,
Nunca mais o tempo ocioso eu irei recuperar…
Nunca mais…

Nunca mais vou rever os meus que vi partir,
Nunca mais vou tê-los de novo no meu caminho…
Nunca mais vou receber deles amor… carinho…
Nunca mais vou poder lhes agradecer… retribuir…
Nunca mais…

Nunca mais são só duas palavrinhas que, ademais
Colocam o peso do infinito… sobre meu coração…
E me esmagam pela impotência e pela frustração
De eu não poder mudar os fatos… nunca mais!
Nunca mais???

Rodolfo Lopes

Escrito em 18/set/2003 e colocado aqui em 09/fev/2005

III Seletiva de Poesias, Contos e Crônicas de Barra Bonita, Categoria “Consagrados- Poesias”
Publicado em “Olhos D’Alma”, Clube Amigos das Letras, 2004

O orvalho

Gota de orvalho que cai nas montanhas
É a fonte que sai de suas entranhas.
É a trilha que o riacho rasga na mata,
É o mar depois do rio ser a cascata.

Um gesto, uma carícia, um olhar
São as águas da fonte das paixões,
São rio e mar que inundam corações,
São sentido, fim e razão de amar.

A noite termina com o sol brilhando
Dando vida, energia, luz e calor,
Levando o mundo a um novo alvorecer.

Mágoas de hoje? As águas vão lavando,
Vão retirando a dor, o desamor,
Pra amanhã um novo amor nascer!

Rodolfo Lopes

Escrito em 14/out/2003 e colocado aqui em 09/fev/2005.

Publicado em “Poesia Só Poesia”, Novas Letras, 2004.

O amor

O amor é assim, sem começo ou fim.
É num repente que o coração sente
Algo forte, gostoso, diferente,
Sem saber desde quando está assim.

Amor chega e toma conta de tudo.
Começa uma vida alegre… (ou sofrida),
Efêmera… (ou eterna)… atrevida…
Enquanto durar, é o dono de mundo…

Tempo e espaço deixam de existir.
A nova dimensão chama-se amor.
E será eterna no seu momento.

Espaço a percorrer, tempo a sorrir…
E fica cego a tudo ao seu redor
Porque… só vê seu arrebatamento.

Rodolfo Lopes

Escrito em 06/out/2003 e colocado aqui em 09/fev/2005.

1ª Menção Honrosa Especial no 6º Concurso Nacional de Poesias Poeta Nuno Álvaro Pereira
Pérgula Literária VI, Editora Valença, 2004.

Hoje é Natal

É Natal!
Que bom seria se não houvesse Papai Noel!
Que bom seria se não houvesse neve nem renas
no nosso Natal. São figuras que não existem por aqui,
não fazem parte de nosso clima, de nossa cultura,
pois não espelham nosso espírito de Natal!

É Natal!
Que bom seria se o único presente presente fosse o Amor!
Que bom seria se o único presente presente fosse o Hoje!
Ontem, já foi! Amanhã, haverá? Quem pode afirmar?
Hoje é agora, hoje é todo dia, hoje é o presente da vida,
hoje é o dia do Natal, hoje é uma dádiva, hoje é o presente,
o maior presente que a vida pode nos dar!

É Natal!
Façamos desta data um marco, uma iniciação,
uma mudança para um novo estilo de uma nova vida,
uma nova vida fundeada no Amor, a exemplo de Cristo.
Uma nova vida marcada pela compreensão, pelo perdão,
uma nova vida alicerçada sobretudo pela caridade,
não a da esmola, a do livrar-se da responsabilidade,
mas a verdadeira caridade, a nascida do coração, do Amor.

Rodolfo Lopes

Ciclos

Rodolfo Lopes

 

Criado em 11/dez/2004, publicado aqui em 03/set/2005

Olimpíada Cultural, 500 Anos da Língua Portuguesa no Brasil

“Vozes Escritas”, Clube Amigos das Letras, 2005

Barra Bonita, SP, 2005.

 

Este poema pode ser lido da forma tradicional,

coluna por coluna, de cima para baixo, partindo da esquerda.

Pode ainda ser lido a partir de qualquer outra coluna.

Mas experimente lê-lo ao léu, ou seja, você lê uma palavra aqui,

lê outra ali, e mais outra lá, tudo isto em qualquer coluna e em qualquer ordem.

Espero que você goste e se surpreenda.

Presente

Quem vive remoendo o passado
Ou se pré ocupando com o que virá
Não tem tempo para viver:
Está muito ocupado para ver
O presente que o presente lhe dá.

O futuro, quem sabe dele realmente?
Deixe que ele chegue naturalmente,
Deixe que ele se torne presente.
É só isto que ele é: um presente,
Presente que a vida tem para dar.

O presente é como uma flor:
Bonita, frágil, efêmera, delicada.
É agora que ela precisa ser admirada
Depois podem vir vento, chuva, sol e calor
E ela acabar seca, destruída, despetalada.

A vida não é um problema a ser enfrentado,
Mas um segredo a ser, aos poucos, desvendado,
Um vinho a ser saboreado calmamente,
Um mistério escondido no fundo da mente,
Que um dia saberemos inteiramente.

Rodolfo Lopes

Escrito em 14 de março de 2005, colocado aqui em 20 de fevereiro de 2006, publicado no final de 2005 em Pérgula Literária VII [7º Concurso Nacional de Poesias “Poeta Nuno Álvaro Pereira”]

Medidas da Vida

A vida não é medida pelas vezes em que nos mantivemos impassíveis,
mas sim por aqueles momentos em que fomos surpreendidos de queixo caído
em razão de um grande entender que, de repente, nos tomou por inteiro.

A vida não é medida pelo tempo em que mantivemos os pés no chão,
mas sim por cada momento em que fomos às nuvens, pisamos na lua,
viajamos em direção às estrelas, aos confins do universo por um amor.

A vida não é medida pelo número das batidas compassadas do coração,
mas sim pelas vezes em que perdeu o compasso, acelerou, perdeu o ritmo,
parecendo querer pular do peito por causa de uma paixão avassaladora.

A vida não é medida pelo pulsar do ar entrando e saindo dos pulmões,
mas sim pelas vezes em que a respiração parou motivada por fortes emoções,
pois só vive quem as sente, aprende, e as semeia aos quatro ventos.

Rodolfo Lopes

Escrito em 15 de outubro de 2005 e colocado aqui em 20 de fevereiro de 2006.

Menina de Rua

Menina de rua que… surgiu na vida por acaso, … talvez da irresponsabilidade de um momento; cresceu por acaso, … talvez por teimosia do destino; vagou por acaso, … talvez na tentativa de achar um caminho; foi iludida pelo acaso, … talvez ao procurar por um amor; e deste seu caso, … talvez por pôr no mundo um novo ser, encontrou seu ocaso, … talvez para nos deixar um recado…

Menina de rua que… aprendeu a dura penas … apanhando da vida; chorou lágrimas sentidas … sem encontrar quem lhe desse atenção; sufocou, sem outra opção, … as muitas angústias de seu coração; sofreu na alma … a dor do abandono e da discriminação; sonhou acordada, … na esperança de que seu futuro seria melhor; e nos ensinou, no seu abandono, … como pode ser uma vida sem amor…

Rodolfo Lopes

Escrito em 15 de janeiro de 2005 e colocado aqui em 02 de abril de 2006

Uma mulher grávida

Uma mulher grávida
é o deus que pode criar,
me perpetuar!

Nós nos perpetuamos neste mundo através de nossos filhos.
Nós nos renovamos através deles.
Eles levam para o futuro nossa assinatura, nossa marca,
a marca de seus pais, seu DNA.
Somos, portanto, imortais.

E coube à mulher o privilégio de ser a deusa da criação,
a deusa que nos faz perpetuar no mundo,
a deusa que pode criar uma nova vida.
E Deus não poderia confiar a missão
de gestar e proteger uma nova vida senão à mulher.
Tudo nela é amor, tudo nela é abnegação, tudo nela é cuidado
quando se fala do novo ser que ela trouxe para a vida.

Minha homenagem à minha mãe que me colocou aqui.
Minha homenagem àquela que possibilitou a maravilha
de compartilhar minha vida com a vida dela
junto com a vida de meus filhos.
Minha homenagem a todas as mães do mundo.
Minha homenagem a todas as mulheres do mundo que,
embora não tenham sido mães ainda,
um dia o poderão ser porque este privilégio é só delas.

Minha homenagem maior “Àquele Que É”,
o Ser Supremo, que torna tudo isto possível.

Rodolfo Lopes

Escrito em 14 de maio de 2006 e publicado aqui no mesmo dia
Minha homenagem ao “Dia das Mães” que se comemora nesta data

error: Content is protected !!