Trova 4

     O oceano é salgado,

     Não é sem uma razão:

     É do pranto derramado

     Por não ter seu coração.

Rodolfo Lopes

Escrito em 29 de março de 2005 e colocado aqui em 23 de fevereiro de 2006
Publicado no final de 2005 em Pérgula Literária VII

–> 7º Concurso Nacional de Poesias “Poeta Nuno Álvaro Pereira” <–


Trova 3

     O sol se põe só pra lua

     Ser toda sua beleza.

     Só com a presença tua

     Minh’alma espanta a tristeza.

Rodolfo Lopes

Escrito em 29 de março de 2005 e colocado aqui em 23 de fevereiro de 2006
Publicado no final de 2005 em Pérgula Literária VII

–> 7º Concurso Nacional de Poesias “Poeta Nuno Álvaro Pereira” <–

Trova 2

     Amor puro como o meu

     Duvido que haja aí.

     Meu coração, que é só teu,

     Espera por ti aqui.

Rodolfo Lopes

Escrito em 29 de março de 2005 e colocado aqui em 23 de fevereiro de 2006
Publicado no final de 2005 em Pérgula Literária VII

–> 7º Concurso Nacional de Poesias “Poeta Nuno Álvaro Pereira” <–

Trova 1

     Depois do sol vem a lua, 

     Chuva vem depois da nuvem.

     Depois de eu te amar, nua,

     Uma criança é que vem.

Rodolfo Lopes

escrito em 29 de março de 2005 e colocado aqui em 23 de fevereiro de 2006

publicado no final de 2005 em Pérgula Literária VII

–> 7º Concurso Nacional de Poesias “Poeta Nuno Álvaro Pereira” <–

Mulher

Ao olhar pro mundo

Eu vejo a FLOR e a MULHER…

Como ele é belo!

A vida é um ciclo

Para se viver a dois:

Homem e mulher!

O mundo é melhor

Se o carinho da mulher

Estiver presente

Uma mulher grávida

É o deus que pode criar,

Me perpetuar!

Lição de amor?

Eu vejo a todo momento…

No olhar da mãe!

Rodolfo Lopes

escrito em 08 de março de 2006 e colocado aqui no mesmo dia, são cinco haicais em homenagem ao “Dia Internacional da Mulher” que se comemora hoje.

Lembrando Meu Pai


Pai, és meu espelho!

Vejo em ti, refletido,

O meu amanhã!

Minha vida é

Uma onda a vagar

À mercê do mar.

Assim como o sol

Chega trazendo a manhã

Tu trazes amor!

Tal como as estrelas

Só podem brilhar na noite,

Pai, me apoio em ti!

Pai, a gratidão!

De onde possas estar

Sinto teu carinho!

Rodolfo Lopes

escrito 06 de agosto de 2006 e publicado aqui no mesmo dia, são cinco haicais em homenagem ao “Dia dos Pais”

Haicais para a mulher


Noite sem a lua

é noite de escuridão:

mulher lhe traz luz!

Se vem tempestade,

sol se fecha de tristeza:

ela o faz sorrir!

Manhã sem orvalho

é um dia sem emoções:

mundo sem mulher!

Passarinho mudo

lembra vida sem amor:

mulher é amor!

Roseira sem rosa

é mais uma planta apenas:

ela é sua flor!

Sem mulher presente

viver fica sem encanto:

fica incompleto!

O mundo é alegre

só quando ele está completo:

só com a mulher!

Rodolfo Lopes

escrito 07 de março de 2008 e publicado aqui no mesmo dia
são sete haicais em homenagem ao “Dia Internacional da Mulher”

Reencontro

Duas pessoas estavam andando por aí, soltas,

Sem destino, sem motivo, sozinhas, absortas,

Quando aconteceu de, sem nenhum aviso prévio,

Ao passarem em frente á entrada  de um prédio,

O olhar de uma delas cruzar com o outro olhar.

Seus olhos param para se falarem num longo olhar.

Dizem-se o que diriam mil palavras sem nada falar.

Fazem juras, fazem mil planos, fazem confidências,

Trocam as vivências havidas em suas existências.

Apesar de nunca terem se encontrado antes

Desde a eternidade, eles se sabem amantes,

A alma metade que reencontrou seu complemento.

Fazem, no silêncio de um simples olhar, um juramento

De seu eterno bem querer, de seu amor eterno.

Rodolfo Lopes

05 nov. 2002

É o Natal

Paira no ar um clima de solidariedade,

Paira no ar um clima de compreensão.

Paira no ar um clima de cooperação,

Paira no ar um clima de bondade.

É o Natal!

As pessoas deixam de ser tão individualistas,

As pessoas ficam mais solidárias, mais altruístas.

As pessoas deixam de querer só levar vantagem,

As pessoas deixam de pensar só na sua imagem.

É o Natal!

Há dois mil anos veio à terra um ser ímpar.

Há dois mil anos Cristo mudou o mundo sem se impor.

Há dois mil anos Ele fundou o “Império do Amor”.

Há dois mil anos que Ele nos ensina a amar.

É o Natal!

Você, deixa-se contagiar por este clima de amor,

Deixa de se fechar em seu mundo particular.

Espante para bem longe qualquer resquício de rancor

E viva um ‘Feliz Natal e um Feliz Ano Novo’.  

Seja o clima do Natal!


Rodolfo Lopes

20 dez. 2003

Filha, mãe e vó

E

aqui

sempre…

uma nova vida,

um ser que se impõe,

que clama atenção, surge!

A mulher então torna-se deusa

da criação, o sustentáculo da vida,

de nossa permanência aqui na terra.

O novo ser leva, em si, nossa marca,

o DNA do pai, da mãe que nos faz 

 permanecer, aqui, para sempre

mesmo quando o momento,

da partida, o ocaso, vem

para nos levar…

ao infinito,

ao fim.

…

É

um ser

que nasceu.

A filha tornou-se

em MULHER e em mãe.

Quem era mãe… virou avó.

Milagre da vida: três gerações

presentes aqui: Filha, mãe e avó.

É o tempo seguindo seu rumo,

a vida seguindo em frente,

o caminhar avançando,

evoluindo sempre

para chegar

um dia

lá.

Minha homenagem 

à mulher que é avó,

que já foi mãe e agora o é pela segunda vez,

depois de ter sido apenas filha.

Minha homenagem especial 

à mãe do momento, de todos os momentos,

que um dia também já foi filha,

e que agora conheceu a grandeza de ser mãe,

que teve o privilégio de gestar um novo ser,

de ser, portanto, deusa da criação.

Minha homenagem também à filha.

Recém nascida, criança, jovem, adolescente, adulta

que ainda não foi mãe

mas que poderá vir a sê-la

porque essa é uma prerrogativa só delas, das mulheres.

Rodolfo Lopes

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